[MODA – EVENTO ONLINE] 14ª edição do Desfile Beleza Negra acontece dia 16/10 no Espaço Cultural Renato Russo em Brasília

Projeto, que faz parte do calendário cultural de Brasília, estreia sua primeira edição on-line

Com o objetivo de difundir conhecimentos sobre os diferentes padrões de beleza, moda e comportamento; promover a conscientização sobre a igualdade racial no segmento da moda e reforçar a luta pelo fim do racismo, o Desfile Beleza Negra estreia sua 14ª edição no próximo dia 16 de outubro (sábado) no Espaço Cultural Renato Russo.

Em razão da pandemia do coronavírus, foram adotadas medidas sanitárias para garantir a segurança da equipe de produção e dos modelos. Uma das grandes novidades nessa edição é a transmissão online através da plataforma de streaming Twitch.TV. Dessa forma espera-se um público muito maior prestigiando o evento.

Idealizado por Dai Schmidt, produtora de moda e estudante de psicologia, o Desfile Beleza Negra acontece desde 2012 em Brasília. A produtora comenta que é a primeira vez que o evento acontece sem a presença de plateia física, com transmissão pelos canais digitais do projeto. “É algo inédito, mas decidimos produzir uma edição com transmissão online, sem receber pessoas que não sejam da produção do evento. Contaremos com todo o apoio do público, como nos anos anteriores, mas pela internet. Nesse momento é preciso agir com cautela” ressalta.

Marcas como Stylo Black, Vera Corralero, Ds Afro, Garagem Secreta (representada pela styling Nicolly Primo que promove a moda sustentável) serão responsáveis pelos looks utilizados por 50 modelos no dia do Desfile.

A 14ª edição do Desfile Beleza Negra é realizada pelo Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade com a produção do Beco da Coruja. O projeto tem fomento da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, por meio Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, apoio da Secretaria da Juventude, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, Espaço Cultural Renato Russo e Centro Médico de Check Up, que realizará testes de COVID-19 nos modelos e equipe. Também conta com o apoio de Marcos Breda Astrologia e a participação especial do DJ Moises Pretinho.

Serviço:

14ª edição do Desfile Beleza Negra

Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul – Brasília (DF)

16/10 (sábado) – 18hs

Transmissão através do link: http://www.twitch.tv/dbn2021

Mostra Itinerante dos 10 anos do Teatro de Açúcar

 

Em comemoração a uma década de Teatro de Açúcar, três espetáculos serão apresentados no formato de uma mostra itinerante, arquitetada para evidenciar três forças criativas muito presentes nos espetáculos da cia: a interpretação, a música e a dramaturgia – linguagens que se entrelaçam com liberdade, sem querer demarcar fronteiras – a interpretação é trabalhada com a sinuosidade de uma canção; as trilhas sonoras buscam simular o fôlego do intérprete em cena, desaguando em temas poéticos, políticos e filosóficos, através do original estilo dramatúrgico da cia.

A circulação comemorativa já começou. O grupo está em turnê por diferentes estados e pelo DF. O roteiro começou por Caruaru/PE, passando pela grande São Paulo,/SP retornando a Brasília e Samambaia/DF, seguindo para o Rio de Janeiro/RJ e encerrando o ciclo de apresentações em Planaltina/DF.  Confira as temporadas:

PLANO PILOTO

ESPAÇO CULTURAL RENATO RUSSO (508 SUL)

Espetáculo Adaptação: Dias 08, 09 e 10 de novembro/ Sexta e Sábado, às 18h, e Domingo, às 17h.

Espetáculo Naufragé(s): 08, 09 e 10 de novembro/ Sexta e Sábado, às 20h, e Domingo, às 19h .

SAMAMBAIA

ESPAÇO CULTURAL GALPÃO DO RISO  (QR 405 de Samambaia Norte)

Espetáculo Biograficção: Dias: 15, 16 e 17 de novembro/ Sexta e Sábado, às 20h, e Domingo, às 19h.

PLANALTINA

COMPLEXO CULTURAL DE PLANALTINA (Setor Adm, Lote 2)

Espetáculo Adaptação:  Dias 19, 20 e 21 de dezembro/ Sexta, Sábado e Domingo, às 20h.

*Todas as sessões são gratuitas, mediante lotação dos espaços culturais. Conheça agora os espetáculos:

ADAPTAÇÃO

Adaptação conta a história de personagens num momento de adaptação como meio necessário de sobrevivência: Um diretor teatral frustrado, que não consegue sair de uma crise criativa e decide mudar de profissão; Uma atriz recém chegada à cidade grande, que necessita se acostumar à solidão do novo estilo de vida; Uma transsexual que adaptou seu corpo para poder seguir vivendo nele; Um dinossauro que não sabe se sobreviverá às adaptações de sua espécie… Todos estão unidos por um drama em comum: o medo de morrer, se transformar, deixar de existir, como se alguém escrevesse ou adaptasse suas histórias, recriando, agregando e, o mais temível, eliminando personagens.

Texto, Direção e Interpretação: Gabriel F.

Direção Artística e Canção Original: Marco Michelângelo
Desenho de Iluminação: Igor Calonge
Direção Técnica: Rodrigo Lelis
Produção Musical: Rubi
Fotografia: Diego Bresani
Direção de Produção: Lucas Magalhães e Cristhian Cantarino
Produção: Teatro de Açúcar
Co-produção: Cielo Raso

Classificação: 12 anos

NAUFRAGÉ(S)
Naufragé(s) conta a história de um artista que usa a ficção para melhorar sua própria biografia. Por meio de um monólogo, ele decide contar a mais bela história de amor que o mundo jamais conheceu: a que ele mesmo viveu. Usando verdades adulteradas, o ator faz de tudo para que sua fábula de amor possa integrar o hall dos grandes clássicos do gênero. Porém, para amenizar a solidão que supõe um monólogo, ele toma uma decisão que lhe fará perder o domínio de sua própria criação: contrata um garoto de programa que lhe fará companhia durante todo o espetáculo.

Texto de Direção: Gabriel F.

Elenco: Gabriel F e Filipe Lacerda
Direção Artística e Canção Original: Marco Michelângelo
Iluminação: Cristina Bolivar
Direção Técnica: Camilo Soudant e Rodrigo Lelis
Coreografia: Igor Calonge
Fotografia: Diego Bresani
Arte Gráfica: Luisa Malheiros e Gabriel F.
Direção de Produção: Lucas Magalhães e Cristhian Cantarino
Produção: Teatro de Açúcar e La Comédie de Saint-Étienne

Classificação: 16 anos

BIOGRAFICÇÃO

Marco Michelangelo convida o público para um jornada musical por diferentes cenários e situações, onde o próprio intérprete se encharca de memórias, mas já não sabe se elas são fictícias ou biográficas. As canções debulham no palco  personagens de Shakespeare, uma estrela de cinema que não domina o idioma inglês, um vampiro, uma sereia e um cachorro. Biograficção é uma coletânea de crônicas melódicas, cheias de carnavalizações, escracho e poesia, onde qualquer semelhança com a realidade é mero gosto da própria vida com seus inevitáveis sabores temperados na ficção.

Canções Originais e Interpretação: Marco Michelângelo com participação de Gabriel F.

Desenho de Iluminação e Direção Técnica: Rodrigo Lelis

Técnico de Luz e Som: Camilo Soudant

Fotografia: Diego Bresani

Arte Gráfica: Luisa Malheiros e Gabriel F.

Direção de Produção: Lucas Magalhães e Cristhian Cantarino

Produção: Teatro de Açúcar

Classificação: 16 anos

Festival Cara e Cultura Negra chega à 15ª edição com programação gratuita

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Durante 14 dias, Brasília vai sediar a 15ª edição de um dos principais eventos de valorização das raízes africanas do Brasil: o Festival Cara e Cultura Negra. De 9 a 23 de setembro, o público brasiliense poderá apreciar e debater, gratuitamente, atividades relacionadas ao tema central “Contemporaneidade Afrodiaspórica”, em diversos formatos: música, artes visuais, seminários, bate-papos, poesia, literatura, moda, gastronomia e oficinas práticas.

De acordo com a organizadora do festival, Flávia Portela, o maior objetivo do evento é estimular a reflexão sobre a igualdade racial e a importância da África nos dias atuais. “Ela está muito impregnada no nosso dia a dia, mas não se dá a devida importância, parece que esse passado rico não existiu, por isso é importante buscarmos nossas origens”, comenta. “O festival faz parte de um esforço para superar as barreiras históricas da discriminação e do preconceito, reconhecendo o valor de uma raça que ajudou, com suor e sangue, a construir o Brasil”.

As atividades serão distribuídas entre o foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro, o Cine Brasília e o Espaço Cultural Renato Russo. Dessa maneira, o festival também cumpre o papel de auxiliar na revitalização dos centros culturais de Brasília e facilitar o acesso da população a esses espaços públicos.

Lançamento

A abertura do festival será, no dia 9 de setembro, com a presença de autoridades, performance do grupo Sambadeiras de Mestre Bimba e show de Mateus Aleluia e do grupo Filhos de Dona Maria. Na mesma noite também será lançado o Museu Digital da Memória Negra do DF. “Será uma ferramenta educativa e de pesquisa para contribuir com políticas públicas e ações afirmativas na divulgação e preservação do patrimônio cultural afro brasiliense em formato digital, por meio do compartilhamento de imagens, depoimentos, trabalhos acadêmicos e exposições”, explica Flávia Portela.

A edição de 2019

O Festival Cara e Cultura Negra deste ano será ancorado em seis frentes de programação: shows, oficinas, bate-papos, saraus, exposições e mesas de debate. Veja alguns destaques:

  • Encontro Nacional Pensamento Negro Contemporâneo

Entre os dias 18 e 20 de setembro, o  Festival Cara e Cultura Negra abrirá espaço para debates da comunidade acadêmica com o Seminário “Encontro Nacional Pensamento Negro Contemporâneo”. Serão sete mesas e 24 palestrantes com diálogos sobre raça, gênero e cultura, entre outros temas.

“Quero que seja um espaço de celebração, encontros e debates sobre a intelectualidade negra, que está aí, mesmo sendo subestimada”, afirma Nelson Inocêncio, curador artístico do festival. “A ideia é mostrar que existe uma produção substantiva produzida por mulheres e homens negros”, diz Nelson.

O curador ainda chama atenção para os desdobramentos do Seminário após o Festival. Cada palestrante fará um artigo referente à sua participação no evento e os textos serão publicados juntos. A difusão desse material visa formar público e opinião para as temáticas apresentadas. “Teremos a participação de Nei Lopes, Zezé Motta e Luiz Silva (Cuti), entre outras referências negras muito importantes para pensar temas como ancestralidade e estética negra. O racismo é fruto da ignorância, ou seja, o conhecimento é necessário para superá-lo”, completa.

  • Programação cultural

Entre as atrações musicais do festival estão Mateus Aleluia, Zezé Motta, Luedji Luna, Sambadeiras de Mestre Bimba, Rosa Luz e as banda Conexão Chicago e Filhos de Dona Maria.

Uma das atrações principais, Zezé Motta retorna à cidade com o show “Atendendo a pedidos”, em que interpreta músicas de Caetano Veloso, Luiz Melodia, Jards Macalé e Elizeth Cardoso. Performer, compositora, cantora e youtuber do Distrito Federal, Rosa Luz é outra convidada e apresentará as faixas do EP “Contra o Encarceramento em Massa”, cujas letras discutem a realidade do sistema prisional brasileiro, racismo e preconceitos sociais.

Também muito aguardado, Mateus Aleluia vem da Bahia para trazer música e reflexão ao foyer do Teatro Nacional. Único integrante do grupo Os Tincoãs ainda vivo, Mateus encerra a primeira noite do festival com o show “Aclamação à Olorum”, com canções inéditas e sucessos dos trabalhos solo e do grupo nascido na década de 1960 – referência até hoje na música brasileira. Já no dia 10, ele apresenta a palestra musical Afrobarroco – O canto dos recuados’.

A programação ainda inclui o desfile “Adornos”, do estilista Fernando Cardoso, homenageando a ancestralidade das mulheres negras; e as exposições “Contemporaneidade Afrodiáspórica”, “Diáspora Africana – Travessias femininas”, “Estrelas do Blues” (de Ronaldo Ferreira) e “Cores em mim”. A última, com ilustrações digitais de Willian Santiago, propõe um diálogo de moda com brasilidade, evidenciando a mulher negra como protagonista em composições com várias cores e fortes contrastes.

O público também terá chance de participar de bate-papos sobre a cena teatral e o mercado de trabalho do artista. Haverá ainda oficinas de Fotografia Básica com a Escola de Cinema Social Cine Braz, e de Máscaras Álèmássà, com Sérgio de Souza. Em Yorubá, Álèmássà significa “aquilo que não pode ser destruído”. Pensando nisso, Sérgio criou um espaço para a reflexão das consequências da poluição de combustíveis fósseis a partir das artes plásticas.

“A arte informa, toda programação cultural foi feita para agregar informação e as escolhas desses artistas foram feitas levando em conta a relevância de cada um”, destaca Nelson Inocêncio, curador artístico do festival.

Histórico

Em 15 anos, o Festival Cara e Cultura Negra desenvolveu uma série de atividades: capacitou dois mil professores; ganhou prêmios nacionais e internacionais; promoveu 50 oficinas; produziu dois livros e proporcionou visitas guiadas a mais de 10 mil alunos.

O evento também tem se destacado pela valorização dos artistas negros da cidade e do país, reconhecidos no Brasil e no exterior. Nas edições passadas, o Festival recebeu Negra Li, Sandra de Sá, Ellen Oléria e Dhi Ribeiro, entre outras.

Veja a programação completa em http://www.caraeculturanegra.com.br

Serviço:
15º Festival Cara e Cultura Negra

9 a 23 de setembro
Locais: Teatro Nacional Claudio Santoro (Setor Cultural Teatral Norte), Cine Brasília (Entrequadra Sul 106/107) e Espaço Cultural Renato Russo (Crs 508 – Asa Sul)
Entrada gratuita
Classificação Livre

Fonte: Estratosfera Comunicação e Consultoria