No Dia da Mulher Afro-latino-americana, Afro-caribenha e da Diáspora, Adriana Barbosa é homenageada pela Turma da Mônica

Criadora da Feira Preta, homenageada na celebração do dia 25 de julho, é a mais nova Dona da Rua da História

A data foi instituída em 1992 no contexto de comemorar o primeiro Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, quando foi criada uma rede exclusiva para elas. No Brasil, o 25 de julho está presente no calendário oficial em que se celebra o Dia de Tereza de Benguela, Dia Nacional da Mulher Negra. É importante ressaltar que o dia marca também a Diáspora africana, que envolveu migração forçada de africanos, durante o tráfico transatlântico de escravizados.

Como objetivo de reforçar a importância dessa data, a Mauricio de Sousa Produções homenageia Adriana Barbosa. Representada pela personagem Milena, a criadora da Feira Preta é a nova homenageada a ingressar no hall do Donas da Rua da História.

O projeto é uma ação da MSP que demonstra seu compromisso como signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, plataforma da ONU Mulheres e do Pacto Global, e tem como objetivo resgatar a trajetória de mulheres que marcaram a humanidade com suas ações.

Formada em gestão de eventos, Adriana teve o início de sua carreira em 1995, na área de comunicação, com trabalhos em emissoras de rádio, produtoras de TV e gravadoras. Foi então que notou que, enquanto a economia brasileira estava em desenvolvimento, surgia no país um novo perfil de consumidor, com destaque para os afrodescendentes, que ampliavam seu poder de compra. Com isso em mente, criou em 2002, com pouco mais de 20 anos de idade, a maior feira negra do Brasil.

A plataforma Feira Preta tem como objetivo promover as iniciativas afroempreendedoras de diversos segmentos e devido ao sucesso, se transformou no PRETAHUB em 2019. Toda a estrutura desenvolvida ao longo desses anos foi resultado de 18 anos de iniciativas do Instituto Feira Preta no trabalho de mapeamento, capacitação técnica e criativa, aceleradora e incubadora do empreendedorismo negro no Brasil.

Além do posto de Dona da Rua da História, Adriana conta com outros reconhecimentos, tendo sido vencedora da categoria Empreendedorismo e Negócios do Prêmio CLAUDIA 2019, do Troféu Grão do Prêmio Empreendedor Social promovido pela Folha de S. Paulo, do Prêmio Estado de São Paulo para as Artes, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, na categoria cultura urbana, e, ainda, é parte do time de fellows de líderes globais da Fundação Ford.

Para Mônica Sousa, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções, é uma honra poder somar o nome de Adriana ao projeto. “É extremamente gratificante poder homenagear a criadora de uma plataforma tão importante para o empreendedorismo e para o movimento negro no Brasil. Trazer mais visibilidade a mulheres

notáveis para que sejam exemplo e incentivem outras mulheres é nosso papel não apenas como empresa, mas como cidadãos”, pontua.

O projeto Donas da Rua e outras Donas da Rua da História podem ser conferidos no site: http://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/ddr-da-historia.php.

Sobre a Mauricio de Sousa Produções

A Mauricio de Sousa Produções é uma das maiores empresas de entretenimento do Brasil, responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Turma da Mônica. A MSP investe em inovação e produz conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia, alinhando educação, cultura e entretenimento. A empresa é signatária dos princípios de empoderamento das mulheres, plataforma da ONU Mulheres e Pacto Global. No licenciamento, trabalha com 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 4 mil itens. A presença da marca na plataforma Youtube já passou de 13 bilhões de views, sendo a maior audiência para Mônica Toy, conteúdo desenvolvido exclusivamente para esta plataforma; além do engajamento e interações orgânicos com os fãs em mídias sociais. Na área editorial, possui um dos maiores estúdios do setor no mundo, com 400 títulos de livros e mais de um bilhão de revistas vendidas, ambos responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros.

PESQUISA FEIRA PRETA – Para 72% dos empreendedores negros, abrir um negócio próprio é mais vantajoso do que estar no mercado de trabalho

Conhecer o perfil, entender o cenário do empreendedorismo negro e mapear o potencial dos mais de 14 milhões de afroempreendedores no Brasil, para desenvolver soluções que apoiem e impulsionem este ecossistema foi o objetivo da pesquisa Estudo do Empreendedorismo Negro No Brasil, divulgada nesta quarta-feira, 04/12. O levantamento inédito, encomendado pela PretaHub, aceleradora do empreendedorismo negro no Brasil, em parceria com a Plano CDE e a JP Morgan, entrevistou 1.220 pessoas em todo país, entre julho e setembro de 2019.

Para o estudo, foram ouvidos 918 empreendedores negros e 302 brancos, de todas as classes sociais, entre 18 e 70 anos. Segundo a pesquisa, os afroempreendedores estão divididos em três perfis: necessidade, vocação e engajamento.

Necessidade: Motivados a empreender muitas vezes por necessidade ou situação de desemprego. A decisão de iniciar o negócio passa pelo incentivo de familiares e amigos, que muitas vezes são parceiros de trabalho. A maioria ainda não é formalizada, mas pretende se formalizar futuramente.

Vocação: Familiaridade com a atividade e desejo de ser autônomo, às vezes somados a dificuldade em se adequar no mercado de trabalho. A maioria é formalizada (possui registro MEI) por necessidade de estabelecer contratos de prestação de serviços.

Engajamento: Desejo de empreender, muitas vezes somado à vontade de exercer atividade auto afirmativa, voltada para o público afro. A maioria é formalizada (possui registro MEI)

Para chegar a esse resultado, foi realizada uma imersão etnográfica para a compreensão detalhada dos desafios dos três perfis encontrados. Dentro desta segmentação, 35% dos entrevistados empreendem por vocação, 34% por necessidade, 22% por engajamento e 9% apresentam perfil misto.

“Várias instituições pesquisam o mercado de empreendedorismo negro e a forma de viver e consumir desta população. Mas será que é para desenvolvê-lo da forma que a gente faria, de uma maneira que faça real sentido para nós? Esta segunda edição da pesquisa aposta em um trabalho feito de preto para preto. Mapeamos toda essa potência empreendedora para buscar, juntos, as melhores soluções, sempre com objetivo de mudar a chave do empreendimento por necessidade para um empreender por oportunidade de negócio”, explica Adriana Barbosa, CEO da PretaHub e presidente da Feira Preta.

Quem são os empreendedores negros?

Segundo o levantamento, entre os empreendedores negros entrevistados, 81% se identificam como pardo/mulato, e 18% como negro; 52% são mulheres; 40% deles estão no Sudeste; 31% no Nordeste; 12% Centro-oeste; 11% no Norte e 6% no Sul; 48% tem até o ensino médio completo, 37% possui renda entre R$ 2.000 e R$ 5.000 e mais da metade (72%), considera abrir um negócio próprio mais vantajoso do que estar no mercado de trabalho.

Entre as pessoas que empreendem por necessidade, 46% abriram um negócio próprio por falta de emprego e 83% não possuem funcionários ou parceiros. 51% das pessoas do perfil vocação sempre quiseram empreender, 85% viram sua renda crescer e 95% têm planos de evoluir o seu negócio e ampliar a empresa em um ano. Para 31% dos engajados, a maior qualidade como empreendedor é a articulação de sua cultura e seus produtos e 36% trabalham com negócios ligados à inovação.

“A pesquisa destaca a heterogeneidade dentro do afroempreendedorismo e traz dois novos perfis desses donos de negócios, quebrando o estereótipo do empreendedorismo por necessidade. Hoje, no Brasil, o negro empreende, em sua maioria, pelo desejo de ser autônomo e se auto afirmar, diversificou suas áreas de atuação, registrou aumento na renda e mais da metade desses empreendedores tem seu negócio formalizado e deseja vê-lo crescer nos próximos anos. O cenário é bastante positivo”, avalia Breno Barlach, gerente de projetos da Plano CDE.

Desafios

Acesso a crédito, gestão financeira e falta de apoio no planejamento e gestão do negócio aparecem como os principais desafios enfrentados por esses empreendedores: 32% já tiveram crédito negado sem explicação, 88% são os únicos responsáveis pela gestão financeira do negócio e a maioria deles conta apenas com recursos próprios ou de seus familiares para investirem.

Outros dados:

• 58% dos empreendedores separam o dinheiro do negócio do orçamento da casa. Entre aqueles que empreendem por necessidade, o número se inverte: 57% organizam o dinheiro do negócio junto ao da casa.

• Apenas 3% acreditam que a dificuldade de acesso a crédito esteja ligada a questão racial;

• As redes sociais são a principal ferramenta de venda desses empreendedores. 45% utilizam o WhatsApp; 32% fazem uso de outras redes, como Instagram e Facebook, e menos da metade investe na comercialização via e-commerce (21% Sites/Blogs próprios; 20% Marketplace);

Desde o ano passado quando lançou sua primeira pesquisa, a Pretahub, tem o objetivo de entrevistar consumidores e empreendedores em todo o Brasil, com foco no desenvolvimento desses empreendimentos.

Sobre a PretaHub

PretaHub é uma aceleradora do empreendedorismo negro no Brasil. Um hub de criatividade, inventividade e tendências pretas. É uma evolução da experiência de 18 anos da Feira Preta, maior evento de cultura e economia negra da América Latina, que em 2018 atinge sua maioridade. Quer saber mais? http://www.pretahub.com
Fonte: Oliver Press