Startup cria app que bloqueia conteúdo adulto no celular e tablet das crianças

Hoje em dia é muito comum vermos crianças e até bebês assistindo canais no Youtube ou filmes em streaming. A garotada não cansa da internet e, na fase da adolescência, o tempo em frente ao celular costuma aumentar ainda mais. Segundo a Tic Kids Online-Brasil, pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI), 80% das crianças entre 9 e 17 anos estão conectadas à internet. Porém, quando falamos de internet, a preocupação dos pais é grande, principalmente no que diz respeito aos perigos da web, como a pedofilia e a enxurrada de conteúdo impróprio disponível na rede.

Pensando em ajudar os pais a controlar melhor a rotina digital dos filhos, o AppGuardian – startup de controle parental que conecta pais e filhos – criou o aplicativo Navegação Segura, que possibilita o bloqueio de qualquer tipo de conteúdo adulto nos celulares e tablets.

Disponível para Android, o app é fácil de usar e não requer nenhuma configuração extra. Ao instalar o aplicativo no celular da criança, os bloqueios necessários já são acionados automaticamente permitindo mais segurança ao dia a dia da garotada na internet. Além disso, o app possui um filtro de busca, que barra qualquer linguagem explícita. O Navegação Segura utiliza um recurso chamado SafeSearch, que permite o bloqueio de imagens, vídeos e websites com conteúdo pornografico e barra até os resultados de pesquisas em sites de busca, como o Google.

Quando utilizado em conjunto com o aplicativo de conexão parental AppGuardian, os pais ainda podem bloquear o acesso aos principais navegadores do mercado garantindo que seus filhos só usem o aplicativo Navegação Segura AppGuardian e assim estejam protegidos. Caso queira uma melhor performance, você pode inclusive bloquear a sua desinstalação através do AppGuardian.

A startup é comandada pela CEO Luiza Mendonça, mãe da Bia (12 anos), que gosta de destacar a importância da tecnologia como aliada dos pais no cuidado com os filhos. “Nossos filhos já nasceram em uma era 100% digital e sabemos que a tecnologia faz parte da identidade deles, no entanto, acreditamos que a segurança deve vir em primeiro lugar, por isso, criamos o Navegação Segura – o objetivo é proteger as crianças e adolescentes e tranquilizar os pais”, afirma Luiza.

AppGuardian

Lançado em 2018, o AppGuardian é o primeiro app de conexão parental 100% nacional e com suporte em português, totalmente personalizado com a realidade de cada família. Com o AppGuardian, os pais conseguem administrar o tempo das crianças nos smartphones e tablets, organizar a rotina do dia a dia em frente às telinhas – proporcionando segurança e praticidade. Por meio de sua tecnologia, usando um único aplicativo, é possível estabelecer limite diário de uso das telinhas, localizar os filhos em tempo real, bloquear o acesso ao celular e/ou tablets, configurar bloqueio de aplicativos como jogos e redes sociais, além de verificar quanto tempo os filhos passaram conectados e visualizar o histórico de aplicativos instalados e desinstalados. Além disso, a startup também disponibiliza o navegador “Navegação Segura”, que  protege os filhos dos riscos do acesso generalizado à internet, já que filtra e bloqueia conteúdos impróprios, como sites pornográficos. Idealizado por uma mãe brasileira, o AppGuardian é grátis e disponibiliza também upgrade para versões pagas com acesso ilimitado a todas as funcionalidades.

Fonte: Noar

Alimentação infantil não pode ser com pressa

Quando você observa crianças comendo juntas, fazendo aquela algazarra, é fácil perceber que a relação delas com a comida vai além do aspecto nutricional: passa pelo afeto e relacionamentos, entre outros aspectos.

Inspirado no pensamento educacional conhecido como Reggio Emilia, o Peixinho Dourado Berçário e Educação Infantil modificou sua metodologia de refeições para garantir que todos os alunos tenham um tempo mais prazeroso de alimentação e, claro, comam ainda melhor.

A primeira medida, que envolveu reformas durante as férias, foi aumentar o número de refeitórios, de três para cinco. “Antes, as turmas precisavam se apressar para dar lugar às demais”, explica a diretora e pedagoga Marianna Canova. “Agora, elas têm mais tempo para se alimentar e se relacionar com a comida.” O trabalho de reflexão com a equipe foi outro diferencial, já que os professores puderam perceber o quanto é importante ter uma refeição com tempo de qualidade.

A ambientação dos refeitórios tem sido outra estratégia para melhorar a relação das crianças com os alimentos. A cada dia, uma turma se responsabiliza pela elaboração da placa do menu, com fotografias dos pratos, para que os colegas saibam qual será o cardápio do almoço. O ambiente do refeitório também ficou mais agradável, com desenhos e frases das próprias crianças, relacionados com a alimentação.

Dar mais autonomia tem se mostrado também um excelente meio de melhorar o horário da refeição. Para os bebês, isso é feito com o uso de duas colheres: uma para a professora, outra para o bebê. É uma forma de garantir que o bebê seja bem alimentado, ao mesmo tempo em que tem uma maior interação com a comida.

Os maiores recebem o prato de feijão e arroz e servem-se da carne, verduras e complementos que ficam disponíveis na mesa. “Isso nos ajuda também a verificar o quanto estão comendo”, conta Marianna. Com essa mudança, algumas crianças passaram a comer melhor.

Outra alteração foi no cardápio do jantar, que incluía sopa todo dia para garantir a ingestão de muita verdura e legumes. “Mas por que a criança tem que comer sopa todo dia, se a gente não come?”, questiona Marianna. A partir da pesquisa de satisfação com os pais, surgiu a ideia de inserir outros pratos no jantar, alternando com a sopa, mas sempre com um complemento vegetal, como tiras de cenoura ou brócolis em ramos.

Nutrição

Pensando na saúde dos alunos, a escola também pratica a chamada alimentação preventiva. “Se você oferece alimentos saudáveis e garante a ingestão de diversos nutrientes, isso já é uma prevenção contra doenças”, diz a nutricionista do Peixinho Dourado, Aline Medeiros. Outro cuidado é evitar oferecer cálcio e ferro juntos, pois isso dificulta a absorção. Buscar temperos na horta junto com as cozinheiras se tornou outro estímulo para que as crianças conheçam e se envolvam mais com os alimentos.

O Peixinho Dourado Berçário e Educação Infantil já formou muitas gerações. Desde 1980 instalado no Alto da XV, em Curitiba, acolhe crianças de 4 meses a 6 anos, com uma proposta pedagógica diferente. Por acreditar que todo mundo nasce um pequeno cientista curioso, investe em projetos que partem das próprias crianças, incentivando a descoberta com o uso de diferentes temas e materiais. Sobretudo, traz o cuidado com cada aluno de maneira completa, desde uma alimentação bem saudável até os aspectos cognitivo, social, emocional e funcional.

Como Prevenir Lesões na Primeira Infância

Quando uma criança nasce é normal que a expectativa dos pais sobre cada fase que está por vir aconteça. Em cada período, uma nova descoberta por parte da criança e na primeira infância isso pode acabar acompanhado de diversas lesões.

Especialista quando o assunto é ortopedia pediátrica, o Dr. Bruno Massa explicou o porquê disto ocorrer. “Quando falamos desta faixa de idade, estamos abordando um tempo em que a criança deseja experimentar tudo que vê, sem ter muita noção do perigo ao qual está se expondo”. O médico ainda listou algumas das principais lesões que envolvem o público infantil nesta faixa etária. Confira abaixo:

●        Dedos das mãos – É muito comum recebermos crianças com dedinhos fraturados, sendo essa, a lesão mais frequentes nesta faixa etária. As causas desses traumas variam, podendo ser em razão de acidentes na porta do carro ou de casa, em gavetas e outros. Nem sempre o cuidado e atenção redobrada dos pais e/ou responsáveis são suficientes para evitar os acidentes. Apesar disso, algumas medidas simples servem como dicas na prevenção desses traumas. Quando o cenário envolve um automóvel, é preciso ter atenção máxima em relação às portas, seja ao fechá-la ou guardar objetos no porta-malas. Já dentro de casa, indica-se o uso das proteções antichoque para evitar que rajadas de vento repentinas possam fechar as portas bruscamente e ferir a criança, além das gavetas que também são consideradas vilãs dos dedos. Em ambientes não costumeiros, observe quinas, objetos de decoração deixados em cima de mesas e estantes, no alcance das crianças que podem puxar e se machucar. 

●        Cotovelos – Pela consciência corporal e o equilíbrio ainda em desenvolvimento, as crianças tendem a sofrer mais quedas, principalmente quando estão em terrenos instáveis. Quando a criança cai, ela acaba usando o braço de apoio e o contato com o chão faz com que lesões ao longo dos braços, em especial na região do cotovelo aconteçam com mais frequência.

●        Torção no tornozelo – Uma outra área muito atingida pelos traumas ortopédicos na infância é o tornozelo. É comum que as crianças tenham hábito de correr e brinquem dessa forma, o que, aliado ao pouco equilíbrio e consciência do corpo, faz com que as quedas ocorram com mais frequência. Uma corrida em solo instável, como grama, ou ainda um momento de distração podem ser suficientes para que o pé vire e gere a torção naquela região. Outro momento de lazer que pode acabar virando um pesadelo com trauma causado envolve a cama elástica. Além do solo instável, típico do brinquedo, o uso dela por muitas crianças de forma simultânea pode gerar o choque entre os presentes no local e, por consequência, a ocorrência de torções na região.

Por fim, o Dr. Bruno Massa destaca que o mais importante não é privar a criança do momento de diversão e sim estar sempre atento a qualquer tipo de problema. “Além da supervisão à criança, que deve existir independente da situação, é essencial sempre observar alguma mudança de comportamento por parte dela. Em geral, caso tenha alguma dor, seja nos pés, mãos ou em outra região do corpo, a criança poderá alterar seus hábitos, como aumentar o número de vezes em que pede colo, ou ainda não desejar andar e brincar como de costume”.

DR. BRUNO MASSA

Ortopedia Pediátrica, Cirurgia do Pé e Tornozelo, Traumatologia

CRM/SP: 122617

TEOT (Titulo de Especialista em Ortopedia e Traumatologia): 11822

O ortopedista Dr. Bruno Massa tem sua especialização em ortopedia pediátrica, cirurgia do pé e tornozelo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. É médico assistente do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Mestre em ciências médicas pela Universidade de São Paulo. É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica, da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé e da AO Foundation. “Fellow” no “Harborview Medical Center” da Universidade de Washington em Seatle e no “Southern California Orthopedic Institute”, ambos nos EUA.

Sua especialização engloba o tratamento de doenças raras e condições ortopédicas da infância e vida adulta. É habilitado tanto para o segmento clínico dos pacientes no consultório, quanto para a realização de procedimentos cirúrgicos, quando indicados.

Consultório Dr. Bruno Massa

Rua Dona Adma Jafet, 74 – cj.64 – Bela Vista – São Paulo – SP

www.drbrunomassa.com.br

Fonte: Promenade

Marca brasiliense cria modelos exclusivos pra mães lactantes

A gravidez é aquele momento tão sonhado e esperado por várias mulheres. Toda a rotina, prioridades e planos mudam, pensando exclusivamente nesse novo serzinho que está sendo formado. Afinal, ele agora é o centro de tudo. Momento aguardado pelas novas mães, é na fase da amamentação que se sente a conexão e o prazer em poder alimentar aquele ser tão pequeno e frágil. Mas nem sempre é fácil. Existe o desconforto, dores, dificuldade na produção do leite e até mesmo preconceito em relação à amamentação em público. Conduta que acarretará em multa, recentemente aprovada pelo Senado, a quem impedir o direito da mãe de alimentar a criança em locais públicos e privados. Fora tudo isso, elas ainda lidam com a dificuldade em encontrar roupas que sejam confortáveis, práticas e bonitas. 


Foi pensando em todos esses obstáculos que as empresárias Millena Lopes e Polliana Ribeiro, da grife Vestido de Chita, resolveram criar uma linha de roupas que facilite a amamentação. O objetivo é otimizar e proporcionar mais agilidade para as mulheres que estão passando por este período. Segundo elas, muitas clientes reclamavam de roupas que dificultavam o processo de amamentação, principalmente quando estavam fora de casa. “Nos surpreendeu a quantidade de mulheres que reclamavam de não encontrar no mercado roupa com abertura frontal para encaixe do seio. Então, nós voltamos parte da nossa produção para esse perfil”, destacam. 


As roupas, pensadas em oferecer praticidade, contam com botões, zíperes e decotes, que facilitem a retirada da mama. “Acabamos incorporando esse nicho na nossa produção, e, hoje, essas clientes são quase que metade do nosso público, não só em Brasília, mas em todo o Brasil”, comentam, ao explicar que apesar de pensadas para lactantes, as roupas também podem ser utilizadas para todas as mulheres e em qualquer ocasião. “São peças práticas e modernas”, definem.  


Elas destacam ainda que é muito importante não só pensar na questão do conforto, mas também da estética, para valorizar a autoestima das mães. “A mulher no pós-parto, muitas vezes, não tem tanto tempo para cuidar de si, e precisa de reforços para lembrar que ela é bonita e, principalmente, que é uma mulher, não apenas uma mãe. Por isso, pensamos cuidadosamente no design, pesquisamos tendências, sempre aliando conforto, praticidade e beleza”.


A marca

 A Vestido de Chita é uma marca de roupas femininas (com sede física e loja virtual) especializada em vestidos e macaquinhos. Ideia das amigas Millena Lopes e Polliana Ribeiro, a empresa tem sede em Brasília, de onde distribuem as peças para todo o País.

Projeto de Lei

Recentemente, o PSL ( n° 514, de 2015), proposto pela ex- senadora Vanessa Grazziotin, foi aprovado pelo Senado. O texto assegura o direito à amamentação em local público e privado, ou seja, a escolha fica a critério apenas da lactante. Assim, quem impedir poderá pagar uma multa de até dois salários mínimos. O projeto, agora, segue para a Câmara dos Deputados. 


Serviço

Vestido de Chita

Endereço: A loja física fica na CLSW 102, Bloco B, loja 82, Ed. Phoênix, Sudoeste

Telefone: (61)3256-0055 ou (61)99845-9641

Informações e vendas online: www.vestidodechita.com

Instagram: @vestidodechita

 Facebook: facebook.com/vestidodechita

Fonte: Prezz

Criança engasgada: você sabe o que fazer?

Você sabia que crianças menores de 10 anos, idosos, pacientes psiquiátricos e alcoólatras são os mais vulneráveis quando o assunto é engasgo?

Em geral o engasgo por corpos estranhos é acidental. A incidência é de 45% de zero aos 10 anos, 12% dos 11 a 50 anos, e cai para 5% dos 51 aos 70 anos de idade. É mais frequente em homens (56% dos casos) do que em mulheres (44%).

Moedas, ossos e espinhas de peixes estão entre os responsáveis pelo engasgamento. Entre as principais causas para os engasgos estão a ausência de dentes molares com menor habilidade para mastigar bem os alimentos; a capacidade visual reduzida, o que dificulta na distinção entre diferentes objetos; a distração; o abuso de álcool; e ainda o uso de ‘pauzinhos’ para comida japonesa.

Dra. Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica que em crianças os corpos estranhos mais comuns no caso de engasgos são as moedas (60% dos casos em crianças). Bolinha de gude, botão, baterias, alfinete, tampa de garrafa também fazem parte. Em adultos, os corpos estranhos mais comuns em caso de engasgo são ossos/espinhas (de alimentos), dentaduras/próteses, fios metálicos (farpas ou cerdas).

Ossos/espinhas (40% dos casos) são os principais, seguidos das moedas (38%), bolos de carne (7%), dentadura (5%), tampas de garrafas (2%), baterias (1%).

“Os corpos estranhos quando ultrapassam o esôfago, em geral, passam sem intercorrências por todo trato digestivo em 70 a 80% dos casos e sairão pelas fezes. A área do pomo de Adão (região da cricofaringe) é o local da via digestiva em que mais comumente se alojam esses corpos estranhos (78% dos casos), seguido do esôfago em 18%. Base de língua, amígdala e seio piriforme respondem pelos demais locais”, explica a médica.

O diagnóstico pode ser feito por exame indireto da laringe ou por meio de Raio-X lateral do pescoço. O procedimento usado para remoção destes corpos estranhos é a endoscopia faringolaríngea (78% dos casos), seguida da esofagoscopia/endoscopia digestiva (18%).

Como perceber que a criança está engasgada

Os principais sintomas são dor, desconforto, dificuldade para engolir e estridor laríngeo. Tosse persistente pode estar presente, tentativa do organismo de livrar a área do corpo estranho.

“No caso dos bebês/lactentes roncos estranhos, estridor laríngeo, ruídos laríngeos, associados ao choro, podem ser um sinal. Pigarro e rouquidão podem fazer parte do cortejo de sintomas. Em geral a criança refere dor e desconforto que se intensifica ao engolir. É difícil não perceber, a não ser que a criança esteja desacompanhada no momento do evento e já tenha passado para fase dois do engasgo”, detalha Dra. Jeanne, que explica a seguir as três fases do engasgamento:

  1. Entalamento –  nesse primeiro estágio os sintomas incluem tosse e asfixia, além de dor e dificuldade para engolir, vômito, salivação excessiva, extridor laríngeo também podem ocorrer.
  2. Impactação –  o corpo estranho se aloja e os reflexos cessam, nessa fase o paciente é assintomático.
  3. Complicações – podem ocorrer na terceira fase e incluem obstrução, erosão, infecção. Quanto mais precocemente o corpo estranho for removido mais rápido será o alívio dos sintomas e menores as chances de complicações (ulceração, obstrução, perfuração, desidratação). Em casos eventuais de engasgos com osso de galinha e farpas ou cerdas de aço (escondidas na comida), o corpo estranho pode migrar para glândula tireoide com outras complicações. O desconforto respiratório também pode ser uma das complicações e em casos eventuais até a morte.

O que se deve fazer quando perceber que a criança está engasgada?

Dra. Jeanne explica que nos casos leves (tosse) a conduta é colocar a criança na posição vertical e dar umas batidinhas nas costas com o intuito que o corpo estranho, seja alimento ou outro, seja expelido para fora ou siga seu caminho ao longo do tubo digestivo. “Entretanto, se o corpo estranho não for expelido pela boca e ainda nos casos graves, quando a criança sufoca, tem dificuldade de respirar, começa a ficar arroxeada, é preciso levar o mais rápido possível à unidade de pronto atendimento médico mais próxima”, orienta a especialista.

E o que não fazer diante de uma criança engasgada?

Sintomas que não cedem e ou se intensificam indicam necessidade urgente de levar o menor no pronto atendimento médico mais próximo. “Nada de ficar aguardando. Corpos estranhos faringo-esofágicos são duas vezes mais frequentes que os brônquicos. Em crianças, costumam ficar entalados no esôfago, já que possuem um diâmetro menor quando comparado aos adultos”, explica Dra. Jeanne.

Segundo a especialista da USP, sequelas tardias podem incluir fístulas no esôfago ou traqueia, e ocorrem especialmente quando se assume erroneamente que o corpo estranho foi expelido e este fica muito tempo impactado em algum ponto da via. Por isso, o ideal, é que a remoção seja realizada de 24 a 48 horas do ocorrido, para evitar o risco de complicações.

Dra. Jeanne Oiticica

Médica otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP.

Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

Fonte: Gengibre 

Mommy Makeover: Plicatura, mastopexia e prótese de silicone são cirurgias mais buscadas após a gestação

O desejo pelo corpo anterior à gravidez ou por uma aparência que considere ainda melhor faz com que muitas mamães recorram às plásticas após a gestação. A perda de firmeza dos seios, o excesso de pele no abdome e o afastamento dos músculos nesta região são algumas das queixas mais recorrentes entre essas mulheres – fora os casos em que a intervenção cirúrgica se faz necessária, como o deslocamento de órgãos após gêmeos, por exemplo. Pensando nisso, o Dr. Marco Aurélio Guidugli (www.marcoaurelioguidugli.com.br) chama a atenção aos procedimentos recomendados para cada caso e destaca os cuidados antes de tomar a decisão de ir para a mesa de cirurgia.

Depois de carregar o bebê no ventre por nove meses, muitas mães querem exibir corpos enxutos, assim como as artistas que já postam selfies na semana seguinte ao parto. “Pode parecer que elas fizeram cirurgias logo em seguida, mas não é possível ou saudável recorrer a esses procedimentos tão rápido. Cada corpo é diferente e reage de forma distinta, por isso umas já voltam à forma em pouco tempo”, diz o médico. De maneira geral, é preciso dar um tempo de recuperação ao organismo. 

Guidugli chama a atenção para o fato de que as mulheres devem aguardar de seis meses a um ano após o parto para realizar intervenções, de modo que o corpo volte ao seu estado normal. “A questão central para a mãe que deseja realizar uma cirurgia nos seios, por exemplo, é a amamentação. É preciso esperar a reação do corpo quando o bebê não estiver mais se alimentando do leite materno, até por que a saúde da criança vem em primeiro lugar. Além disso, é necessário refletir se há a pretensão de ter mais filhos no futuro, porque o corpo sofrerá uma série de mudanças novamente e os procedimentos terão de ser refeitos”, lembra.

Uma das reações mais comuns do corpo feminino à gravidez, sobretudo para quem dá à luz a gêmeos, é a diástase, em que os músculos retos abdominais – os do “tanquinho” – sofrem um afastamento para dar mais espaço ao desenvolvimento do filho. “Muitas mulheres ficam incomodadas com essa movimentação, e optam por realizar a plicatura. A cirurgia consiste em uma incisão na região abdominal, que pode ser feita pela própria cesariana, se for o caso, e a união dos músculos é feita por meio de alguns pontos”, explica Guidugli. A recuperação do procedimento gira em torno de 45 dias.
Muitas mães optam por fazer a plicatura junto à abdominoplastia, aproveitando que as incisões são feitas na mesma região. “Dessa forma, é possível corrigir a questão muscular e eliminar o excesso de pele no abdome. Por outro lado, é preciso ter consciência de que há um tempo de recuperação em que a mulher não poderá fazer esforços. Por isso, é importante que possa contar com uma rede de apoio próxima para ajudá-la a cuidar do filho nesse período, seja o marido, os pais ou pessoas próximas”, ressalta o cirurgião. Ainda, além dos 45 dias em repouso, é preciso evitar a exposição solar por três a seis meses.
As cirurgias relacionadas à mama são as de maior demanda. Após a amamentação, é possível que elas percam volume – fenômeno chamado de atrofia mamária pós-lactação –, criando uma flacidez na região, que incomoda muitas mulheres. “Nesse caso, recomendamos a mastopexia, procedimento para reerguer os seios e retirar o excesso de tecido. Por vezes, pode envolver o reposicionamento da aréola”, conta o médico. As mamães também podem optar pela prótese de silicone, que reestabelece ou aumenta o tamanho dos seios. A recuperação para os procedimentos é de 45 dias e 30 dias, respectivamente.


Dr. Marco Aurélio Guidugli
Formado em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e especializado em Cirurgia Plástica pelo Serviço de Cirurgia Plástica Oswaldo Cruz. O Dr. Marco Aurélio Guidugli, CRM-SP 115.842 – RQE 39.781, é membro da Sociedade Brasileira de cirurgia Plástica (SBCP) e atua na clínica que leva o seu nome. www.marcoaurelioguidugli.com.br

Fonte: Press