
Passado, presente e futuro em reflexões sobre arte, identidade e tudo aquilo que nos singulariza e distingue. Dramaturgias originais se somam a releituras de clássicos num grande e diverso panorama das artes cênicas contemporâneas. Esta é a promessa do CENA CONTEMPORÂNEA – Festival Internacional de Teatro de Brasília que, em 2019, celebra sua vigésima edição em seus 24 anos de existência. Na programação, espetáculos premiados no Brasil e no exterior ao lado de encenações que fazem sua estreia durante o festival. Para a abertura, apresentação única do celebrado “Antígona”, monólogo de Andréa Beltrão, sob a direção de Amir Haddad, no dia 20 de agosto, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. O 20º CENA CONTEMPORÂNEA é uma realização da Cena Promoções, sob a direção de Guilherme Reis, e conta com o patrocínio exclusivo do Banco do Brasil.
CENA CONTEMPORÂNEA é um dos cinco maiores festivais internacionais de artes cênicas do Brasil e o maior da região central do país. Desde 1995, tem sido responsável por apresentar, na capital brasileira, o que se produz de mais original e inovador no teatro e na dança mundiais. Com a apresentação de espetáculos e atividades paralelas como encontros e oficinas, o festival provoca a circulação de ideias, desperta reflexões, instiga a renovação de linguagens, estimula a produção cênica e gera parcerias internacionais.
Em 2019, ano em que celebra a 20ª edição, o festival contará com 17 espetáculos – dois deles internacionais -, além de duas leituras dramáticas, uma delas dirigida pelo premiado encenador Márcio Abreu e de performance inédita criada durante o evento, com o grupo ATA – Agrupação Teatral Amacaca, sob a orientação do espanhol David Climent (integrante do celebrado grupo loscorderos.sc, de Barcelona). O CENA ainda promoverá oficinas gratuitas, com temas como dramaturgia e desenho de iluminação.
Os espetáculos poderão ser vistos no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil, no Teatro Galpão, na Sala Multiuso e no Teatro de Bolso Robson Graia do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul, no Teatro SESC Garagem, no Teatro SESC Newton Rossi Ceilândia, Teatro SESC Paulo Gracindo Gama, em um edifício inacabado no Paranoá e no Centro de Excelência do Cerrado do Jardim Botânico de Brasília. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia) e clientes Ourocard Banco do Brasil terão desconto de 50% no valor da inteira.
O FESTIVAL
Releituras de mitos gregos se juntam a criações coletivas e narrativas contemporâneas na programação do 20º CENA CONTEMPORÂNEA. São encenações que propõem reflexões sobre amor, morte, identidade, raízes, como “O Desmanche das Musas”, espetáculo que reflete sobre a passagem do tempo, trazendo o trabalho do consagrado grupo La Zaranda, um dos mais estáveis da Espanha. Ou “Antígona”, o monólogo que rendeu a Andréa Beltrão, sob a direção do grande Amir Haddad, o prêmio de melhor atriz pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. Também “A Ira de Narciso”, espetáculo com atuação sublime do premiado ator Gilberto Gawronsky, com direção de Yara de Novaes e texto do uruguaio Sergio Blanco; e “A Invenção do Nordeste”, com toda a criatividade do Grupo Carmim, do Rio Grande do Norte, refletindo sobre a identidade do nordestino. Além do belo “Sonhos na Areia”, da francesa Lorène Bihorel, escolhido como a melhor encenação pelo público do Festival de Avignon Off e “Para não Morrer”, com a atriz Nena Inoue, premiada com o Shell de melhor atriz de 2019, tratando sobre o resgate da memória.
A programação também reserva várias estreias. É o caso de “Furacão Carmen”, com texto do dramaturgo argentino Santiago Serrano especialmente escrito para os atores Murilo Grossi, de Brasília, e António Revez, de Portugal. Também “Prometea – Abutres, Carcaças e Carniças”, a mais nova direção do prestigiado encenador Hugo Rodas, com atualização do mito grego Prometeu como motor de uma reflexão sobre a importância da imaginação para a construção de novos paradigmas. “Festa de Inauguração” é o novo trabalho do celebrado Teatro do Concreto, com direção de Francis Wilker, e parte de um fato real: o achado de frases escritas no passado, pelos construtores do prédio do Congresso Nacional, dentro das paredes, com votos de tempos melhores para o Brasil. E “Sonhares” é título da nova encenação do Teatro do Instante, um dos grupos mais estáveis do Distrito Federal, com direção de Rita Castro.
Na grade de programação estão ainda espetáculos como “Os Saltimbancos”, remontagem do clássico musicado por Chico Buarque, com direção de Hugo Rodas – o texto encenado na década de 1970 por Hugo tornou-se o primeiro grande sucesso de público do teatro de Brasília. Em 2019, o diretor brasileiro-uruguaio volta à história inspirada em conto dos Irmãos Grimm, dirigindo o ATA – Agrupação Teatral Amacaca. “Invenções de Mundos” é um trabalho que parte de indagações sobre leveza, criatividade, contato humano para chegar ao movimento. E ainda “Mosh”, espetáculo que alia dança, teatro, poesia e música para tratar temas como a violência urbana, sob a direção do coreógrafo, bailarino, professor praticante de parkour e acrobata paulistano Diogo Granato.
NOVA DRAMATURGIA FRANCESA E BRASILEIRA – Além dos espetáculos, o CENA receberá, em primeira mão, a leitura dramática do texto “Pulverizados” (Pulvérisés), de Alexandra Badea, com tradução e direção do encenador Márcio Abreu. A leitura – com atores de Brasília selecionados pelo diretor – faz parte do projeto “A Nova Dramaturgia Francesa e Brasileira”, criado em parceria entre o Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil, La Comédie de Saint-Étienne, Instituto Francês e Embaixada da França no Brasil. A iniciativa prevê duas etapas: na primeira, oito textos de autores franceses contemporâneos estão sendo traduzidos por diretores-autores brasileiros, serão publicados pela Editora Cobogó e encenados nos festivais que compõem o Núcleo. Em 2020, os autores brasileiros terão seus trabalhos traduzidos e publicados na França e encenados no Théâtre National de La Colline, em Paris, no Festival Actoral, em Marselha, e na Comédie de Saint-Étienne.
PROGRAMAÇÃO
Terça, 20.08
20h – Antígona – Andréa Beltrão (RJ) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
Quarta, 21.08
18h30 – Leitura dramática – Dulcina Me Disse – Raissa Gregori (DF) – Sala Conchita – FBT
20h – Para não Morrer – com Nena Inoue (PR) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
Quinta, 22.08
19h – Tropeço – Tato Criação Cênica (PR/DF) – Teatro de Bolso Robson Graia do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – O Desmanche das Musas – La Zaranda (Espanha) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Para não Morrer – com Nena Inoue (PR) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – Prometea, Abutres, Carcaças e Carniças – Grupo Desvio e Hugo Rodas (DF) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
20h – Furacão Carmen – António Revez e Murilo Grossi (Portugal/Brasil) – Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia
Sexta, 23.08
19h – Tropeço – Tato Criação Cênica (PR/DF) – Teatro de Bolso Robson Graia do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – O Desmanche das Musas – La Zaranda (Espanha) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Para não Morrer – com Nena Inoue (PR) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – Prometea, Abutres, Carcaças e Carniças – Grupo Desvio e Hugo Rodas (DF) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
20h – Sonhares – Teatro do Instante (DF) – Centro de Excelência do Cerrado do Jardim Botânico de Brasília
20h – Furacão Carmen – António Revez e Murilo Grossi (Portugal/Brasil) – Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia
Sábado, 24.08
19h – Tropeço – Tato Criação Cênica (PR/DF) – Teatro de Bolso Robson Graia do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – A Invenção do Nordeste – Grupo Carmim (RN) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Furacão Carmen – António Revez e Murilo Grossi (Portugal/Brasil) – Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia
20h – Mosh – Diogo Granato (DF) – Teatro SESC Garagem (913 sul)
20h – Sonhares – Teatro do Instante (DF) – Centro de Excelência do Cerrado do Jardim Botânico de Brasília
20h – Sambada do Boi de Chuva no Terreiro do Mundo – Cia Lua no Meio do Céu (DF) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – Os Saltimbancos – ATA Agrupação Cultural Amacaca, direção Hugo Rodas (DF) – Teatro SESC Paulo Gracindo (Gama)
Domingo, 25.08
18h – Tropeço – Tato Criação Cênica (PR/DF) – Teatro de Bolso Robson Graia do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – A Invenção do Nordeste – Grupo Carmim (RN) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Furacão Carmen – António Revez e Murilo Grossi (Portugal/Brasil) – Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia
20h – Sonhares – Teatro do Instante (DF) – Centro de Excelência do Cerrado do Jardim Botânico de Brasília
20h – Mosh – Diogo Granato (DF) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
19h – Sambada do Boi de Chuva no Terreiro do Mundo – Cia Lua no Meio do Céu (DF) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – Os Saltimbancos – ATA Agrupação Cultural Amacaca, direção Hugo Rodas (DF) – Teatro SESC Paulo Gracindo (Gama)
Segunda, 26.08
17h e 20h – Invenções de Mundos – Coisazul (DF) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
16h – Os Saltimbancos – ATA Agrupação Cultural Amacaca, direção Hugo Rodas (DF) – Teatro SESC Paulo Gracindo (Gama)
19h – Lançamento do livro e leitura dramática do texto Pulverizados (Pulvérisés), sob direção de Márcio Abreu (PR) – Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
Terça, 27.08
17h e 20h – Invenções de Mundos – Coisazul (DF) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
20h – A Ira de Narciso – Gilberto Gawronsky (RJ) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Festa de Inauguração – Teatro do Concreto (DF) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
Quarta, 28,08
20h – A Ira de Narciso – Gilberto Gawronsky (RJ) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Festa de Inauguração – Teatro do Concreto (DF) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – Mosh – Diogo Granato (DF) – Teatro SESC Newton Rossi Ceilândia
Quinta, 29.08
20h – Festa de Inauguração – Teatro do Concreto (DF) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – Furacão Carmen – António Revez e Murilo Grossi (Portugal/Brasil) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
20h – Mosh – Diogo Granato (DF) – Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia
16h – Teorema 21 – Grupo XIX de Teatro (SP) – Qd 33 Área especial S/N – Paranoá
Sexta, 30.08
17h e 20h – Furacão Carmen – António Revez e Murilo Grossi (Portugal/Brasil) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
17h e 20h – Invenções de Mundos – Coisazul (DF) – Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia
20h – Festa de Inauguração – Teatro do Concreto (DF) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – Sonhos na Areia – Lorène Bihorel (França) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Sonhares – Teatro do Instante (DF) – Centro de Excelência do Cerrado do Jardim Botânico de Brasília
16h – Teorema 21 – Grupo XIX de Teatro (SP) – Qd 33 Área especial S/N – Paranoá
Sábado, 31.08
11h e 16h – Canto do Medo – IV Festival Primeiro Olhar (DF) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
17h e 20h – Furacão Carmen – António Revez e Murilo Grossi (Portugal/Brasil) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
20h – Sonhos na Areia – Lorène Bihorel (França) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Performance ATA – Agrupação Teatral Amacaca (DF), direção de José Celso Martinez Correa (SP) e David Climent (Espanha) – Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
20h – Sonhares – Teatro do Instante (DF) – Centro de Excelência do Cerrado do Jardim Botânico de Brasília
20h – Mosh – Diogo Granato (DF) – Teatro SESC Paulo Gracindo – Gama
Domingo, 01.09
11h e 16h – Canto do Medo – IV Festival Primeiro Olhar (DF) – Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
16h – Os Saltimbancos – ATA – Agrupação Teatral Amacaca, direção Hugo Rodas – Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia
17h e 20h – Furacão Carmen – António Revez e Murilo Grossi (Portugal/Brasil) – Teatro SESC Garagem – 913 sul
20h – Sonhos na Areia – Lorène Bihorel (França) – Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil
20h – Sonhares – Teatro do Instante (DF) – Centro de Excelência do Cerrado do Jardim Botânico de Brasília
20h – Mosh – Diogo Granato (DF) – Teatro SESC Paulo Gracindo – Gama
SINOPSES
(por data de apresentação)
20 de agosto, às 20h
CCBB – Teatro
ANTÍGONA
Andrea Beltrão (RJ)
Numa atuação que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), Andréa Beltrão estrela o espetáculo baseado na tragédia do grego Sófocles, com direção de Amir Haddad. “Antígona” foi escrita em 441 a.C. e é reconhecida por enaltecer o poder feminino. A jovem Antígona é a última descendente dos que originaram a cidade de Tebas, na Grécia. Na peça, uma jovem princesa enfrenta a ordem do rei Creonte de deixar sem sepultura seu irmão que lutou na guerra. Mas ao contrário do autor original (que partiu do mito já conhecido para chegar ao teatro), na Antígona de Haddad e Andrea, parte-se do teatro para chegar ao mito que dá nome ao espetáculo.
Uma das preocupações da montagem é colocar as pessoas a par dos acontecimentos míticos. Na Grécia antiga, o público sabia, de antemão, quem eram os personagens que apareciam e eram citados no texto: o temperamento, a genealogia e a história dos deuses e mitos fazia parte do cotidiano. Então, a partir disso, o público consegue ir mais fundo na mensagem de Sófocles.
Amir Haddad dirigiu grupos alternativos na década de 1970 e fundamentou uma linha de trabalho que inclui a disposição não convencional da cena, a desconstrução da dramaturgia, a utilização aberta dos espaços cênicos e a interação entre atores e espectadores. Na década de 80 fundou o Grupo Tá na Rua, do qual faz parte até hoje.
Com: Andrea Beltrão
Autoria: Sófocles
Tradução: Millôr Fernandes
Dramaturgia: Amir Haddad e Andrea Beltrão
Direção: Amir Haddad
DURAÇÃO: 60 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos
21, 22 e 23 de agosto, às 20h
Teatro Galpão – Espaço Cultural Renato Russo
PARA NÃO MORRER
Nena Inoue (PR)
Com dramaturgia de Francisco Mallmann e parceria de criação de Babaya Morais, o monólogo aborda temáticas feministas. Escrito em 1997, o livro “Mulheres”, de Eduardo Galeano, recupera a biografia de várias personagens históricas, uma homenagem às mulheres – célebres e anônimas – em especial da América Latina. O espetáculo trata das mulheres de hoje, do que está adormecido, das coisas esquecidas que precisamos despertar. Sentada em uma poltrona, a atriz apresenta uma limitação física, que não a impede de falar e interseccionar vivências e aprendizados, evocando presenças, alternando ao mesmo tempo força e ternura. Uma homenagem às mulheres, de ontem e de hoje.
O espetáculo deu a Nena Inoue o Prêmio de Melhor Atriz de 2017, do Governo do Estado do Paraná, e em março de 2019, o Prêmio Shell de Melhor Atriz, no Rio de Janeiro.
Idealizadora e Atriz – Nena Inoue
Parceria de Criação – Babaya Morais
Dramaturgia – Francisco Mallmann (a partir da obra de Eduardo Galeano)
Iluminação – Beto Bruel
Criação de Figurinos/Adereços – Carmen Jorge
Cenário – Ruy Almeida
DURAÇÃO: 60 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
22, 23, 24 às 19h e 25 às 18h
Teatro de Bolso Robson Graia do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
TROPEÇO
Tato Criação Cênica (PR/DF)
Tropeço quer dar vida ao simples. Sobre uma mesa, com baús e alguns pequenos objetos, cria-se um mundo onde dois atores manipuladores e suas mãos dão vida a duas personagens: duas velhas que moram juntas. Vemos a velhice com a sua solidão e suas pequenas ações rotineiras, porém num universo de sutileza e extravagância, poesia e comicidade construídas por mãos que andam, dançam, bebem, respiram, riem e choram. Tropeço é parte de uma pesquisa em dramaturgia física, onde a fragmentação de parte do corpo ganha personalidade através do movimento.
A Tato Criação Cênica foi formada no ano de 2004, por Dico Ferreira e Katiane Negrão, mantendo desde então atividades ininterruptas. A obra Tropeço já foi apresentada mais de mil vezes no Brasil e em outros 10 países, tendo sido várias vezes premiada em importantes festivais, o mais recente em 2017, no Festival de Marionetes e Artes de Rua de Ovar, em Portugal. Em outubro, Tropeço participará do X International Puppet Theatre Festival Obraztsov, em Moscou.
Concepção e atuação: Katiane Negrão e Dico Ferreira
Colaboração dramatúrgica: Juliana Capilé
Produção e Figurino: Luciana Falcon
DURAÇÃO: 45 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
22 e 23 de agosto, às 20h
CCBB – Teatro
O DESMANCHE DAS MUSAS / EL DESGUACE DE LAS MUSAS
La Zaranda, Teatro Inestable de Ninguna Parte (Espanha)
A cortina de lantejoulas revela cheiro de suor e desinfetante. As notas musicais estão espalhadas na penumbra. Preguiça de roupões de banho, moletons e collants remendados, vestidos desplumados, bugigangas brilhantes e acessórios para microfones. A careta da morte escondida atrás da maquiagem barata. O espetáculo apresenta a alegoria de uma cultura que apenas aguarda seu colapso, num espaço insalubre onde um núcleo de artistas isolados resiste, exausto, entre a resignação e a amargura, sem qualquer heroísmo, à mercê de uma época que renuncia ao poético.
Com mais de 40 anos de vida, La Zaranda, Teatro Inestable de Ninguna Parte é um dos mais importantes grupos teatrais da Espanha. A companhia se caracteriza por uma profunda reflexão da realidade, entendida como um ponto de encontro entre um futuro que não chega e um passado sempre presente. Seus espetáculos não apresentam respostas, ao contrário, agem como a consciência do espectador, para quem o grupo planta palavras na forma de imagens.
Elenco: Gabino Diego, Inma Barrionuevo, Francisco Sánchez, Gaspar Campuzano,
Enrique Bustos e Mª Ángeles Pérez-Muñoz
Texto: Eusebio Calonge
Direção: Paco de La Zaranda
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 anos
Apoio: Embaixada da Espanha
Espetáculo falado em espanhol e legendado em português
*Estreia
22 a 25 de agosto, 20h
Teatro SESC Newton Rossi (Ceilândia)
29 de agosto, 20h
30 e 31 de agosto e 1o. de setembro, 17h e 20h
Teatro SESC Garagem
FURACÃO CARMEN
António Revez e Murilo Grossi (Portugal / Brasil)
Malecón da cidade de Havana. Um furacão avança pelo horizonte. O céu e os ventos são ameaçadores. Dois homens, desconhecidos entre si, esperam uma mulher. Eles não têm noção do perigo que se avizinha do mar. Têm apenas a certeza de terem conhecido a mulher de suas vidas e estão dispostos a tudo para conquistar para sempre esse amor. Eles brincam, brigam, descobrem origens comuns e não se assustam com os avisos do furacão Carmen que se aproxima pouco a pouco.
FURACÃO CARMEN foi especialmente concebida para os atores Murilo Grossi e António Revez. O texto tem a marca da escrita do argentino Santiago Serrano, um autor que tem sido cada vez mais encenado no Brasil. A obra do dramaturgo foi inicialmente conhecida no País através da encenação de “Dinossauros”, espetáculo que inaugurou o Espaço Cena em Brasília em 2005, deu origem ao Grupo Cena e transitou pelo Brasil e pelo exterior durante dez anos. A partir de então, o talento de Santiago Serrano reproduziu-se em textos como “Fronteiras”, “Eldorado”, “Noctiluzes”, “Autópsia de um Beija-Flor”, em encenações assinadas por coletivos de Brasília, São Paulo, Bahia e outros estados brasileiros.
Murilo Grossi, nascido em 1964, é ator e diretor brasileiro, radicado em Brasília e com ampla atuação no cinema e na televisão. Graduado em ciências sociais e bacharel em artes cênicas pela Universidade de Brasília, atuou sob a direção de alguns dos mais importantes encenadores do DF e dirigiu espetáculos como ‘Cabaré das Donzelas Inocentes’.
António Revez nasceu em Lisboa em 1972. Iniciou a sua atividade como ator em 1992. Em 1997, funda a Lendias d’ Encantar onde acumula as funções de diretor artístico, ator e encenador. É diretor do FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo.
Com: António Revez e Murilo Grossi
Texto: Santiago Serrano
Direção: Murilo Grossi e Sérgio Sartorio
DURAÇÃO: 60 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
Apoio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura
*estreia
22 a 23 de agosto, 20h
Teatro SESC Garagem
PROMETEA – ABUTRES, CARCAÇAS E CARNIÇAS
Dois abutres amorais se alimentam da noite dos outros. Eles aguardam o fim do mundo enquanto atos políticos e jogos de poder se repetem indefinidamente na história da humanidade. Uma incendiária procura pessoas para atiçar seus espíritos e instigar uma revolução que está em curso. Um ditador é queimado numa festa antropofágica. O eterno retorno de uma quarta-feira de cinzas fatídica se repete no tempo. Deus foi queimado e suas cinzas foram salpicadas sobre os homens. Uma delicada e amorosa garoa adocicou a poeira deixada pelas chamas. O barro da criação. O barro da imaginação. Dessa lama primordial, nasceu Prometea, abutres, carcaças e carniças. A peça se apropria da mitologia em torno do titã Prometeu para investigar o incrível ato de imaginar e sua necessidade para os processos político-sociais do mundo de hoje.
Nascido no Uruguai e radicado há 40 anos no Brasil, Hugo Rodas firmou-se como um dos mais talentosos e importantes artistas de sua geração, como ator, diretor, bailarino, coreógrafo, cenógrafo, figurinista e professor de teatro. Sua trajetória sempre esteve ligada aos coletivos com os quais trabalha, desde o Grupo Pitú, nas décadas de 70, e de 80 – quando também ocorrem as primeiras experiências com Antônio Abujamra, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), e com José Celso Martinez Corrêa, no Teatro Oficina – passando pelo Teatro Universitário Candango (TUCAN), assim como pela Companhia dos Sonhos e, atualmente, na Agrupação Teatral Amacaca (ATA). É responsável por alguns dos maiores sucesso do teatro e dança de Brasília e recebeu diversos prêmios ao longo da carreira.
Direção, Cenografia e Figurino: Hugo Rodas
Dramaturgia: Gil Roberto
Assistente de Direção: Rodrigo Fischer
Elenco: Gil Roberto e Micheli Santini
Direção Musical: João Lucas
Músico/Operação de Som: Rafael Gama
Produção: Criativa Empreendedorismo
Design de Vídeo: Fernando Gutierrez
Iluminador: Camilo Soudant
Fotografia: Diego Bresani
Design gráfico: Luísa Malheiros
DURAÇÃO: 70 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos
Patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura – FAC
*Estreia
23 a 25 de agosto e 30 e 31 de agosto e 1o de setembro, 20h
Jardim Botânico de Brasília – Centro de Excelência do Cerrado
SONHARES
Teatro do Instante (DF)
Espetáculo teatral com quatro tendas e uma presença comum: a Memória, figura mitológica que tem como companheiras a Morte e a Imaginação, envoltas num tempo circular que abarca passado, presente e futuro. Com direção de Rita de Almeida Castro, coordenadora do Teatro do Instante e do grupo de pesquisa Poéticas do Corpo, o espetáculo acontece em tendas, nas quais as pessoas irão transitar e interagir com narrativas independentes e interdependentes entre si.
O Grupo O Teatro do Instante é um coletivo de investigação cênica de Brasília que completou 10 anos de atividade em fevereiro de 2019. Neste período criou vídeos, performances e seis espetáculos, sendo um deles em colaboração com artistas do Teatro O Bando de Portugal, sob a direção de João Brites. O Coletivo é ligado ao grupo de pesquisa institucional Poéticas do Corpo da Universidade de Brasília – UnB, que aglutina pesquisadores brasilienses em artes cênicas.
Direção Artística: Rita de Almeida Castro
Codireção: William Ferreira
Dramaturgia: O grupo
Colaboração Dramatúrgica: Valéria de Castro
Consultoria Artística: Giselle Rodrigues
Elenco: Alice Stefânia, Ana Borges, Carmen Mee, Débora Dodd e Natália Solorzano
Produção musical e Sound Design: Felipe Castro Praude e Glauco Maciel
Cenógrafo e Figurinista: Roustang Carrilho
Colaboração Artística: Kênia Dias
Arte Computacional: Carlos Praude
Desenho de Luz: Moisés Vasconcelos
Fotografia: Diego Bressani
Design gráfico: Christus Nóbrega
Assessoria de Imprensa: Objeto Sim
Produção Executiva e Coordenação de Produção: Guilherme Angelim (Guinada Produções)
Lotação máxima: 30 espectadores / Verifique as condições de acesso
DURAÇÃO: 80 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
Apoio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura
24 e 25 de agosto, às 20h
CCBB – Teatro
A INVENÇÃO DO NORDESTE
Grupo Carmin (RN)
Um diretor é contratado por uma grande produtora para realizar a missão de selecionar um ator nordestino que possa interpretar com maestria um personagem nordestino. Depois de vários testes e entrevistas, dois atores vão para a final e o diretor tem sete semanas para deixá-los prontos para o último teste. Durante as sete semanas de preparação, os atores refletem sobre sua identidade, cultura, história pessoal e descobrem que ser e viver um personagem nordestino não é tarefa simples.
A encenação, inspirada na obra homônima do Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr., investiga os mecanismos estéticos, históricos e culturais que contribuíram para a formação de uma visão do nordeste brasileiro como um espaço idealizado, deslocado do processo histórico e imune ao impacto das grandes transformações sociais. A identidade nordestina entra em cheque. Afinal, existiria apenas uma identidade nordestina?
Em 2019, “A Invenção do Nordeste” ganhou o Prêmio Cesgranrio de Melhor Espetáculo; Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia; Prêmio Botequim Cultural de Melhor Autor; Prêmio do Humor de Melhor Dramaturgia, Direção e Espetáculo e o Prêmio APTR – Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, nas categorias “Autor” e “Ator Coadjuvante”.
Com: Henrique Fontes, Mateus Cardoso e Robson Medeiros
Direção e figurino: Quitéria Kelly
Assistência de direção, dramaturgia audiovisual e desenho de luz: Pedro Fiuza
Consultoria histórica e de roteiro: Durval Muniz de Albuquerque Jr.
Direção de arte e cenografia: Mathieu Duvignaud
Dramaturgia: Henrique Fontes e Pablo Capistrano
Preparação corporal: Ana Claudia Albano Viana
Preparação vocal: Gilmar Bedaque
Trilha original: Gabriel Souto/Toni Gregório.
DURAÇÃO: 60 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
24 a 25 de agosto, 20h
Teatro SESC Garagem
28 e 29 de agosto, 20h
Teatro SESC Newton Rossi (Ceilândia)
31 de agosto e 01 de setembro, 20h
Teatro SESC Paulo Gracindo (Gama)
MOSH
Diogo Granato (DF)
Mosh ou Mosh Pit é como se chama, em português, a roda punk ou bate-cabeça que se vê em alguns shows de rock. A ação serve de mote para a abordagem das diversas formas em que se manifesta a violência masculina. A obra incorpora dança, teatro, poesia e música, numa ficção que ganha contornos pessoais a partir da personalidade dos três interpretes: Carolina Höfs, Juliano Coacci e Renato Alvarenga.
O espetáculo tem direção do coreógrafo, bailarino contemporâneo, professor praticante de parkour e acrobata paulistano Diogo Granato, premiado, em 2006, como melhor intérprete pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, com atuação como intérprete criador em grupos como a Cia Nova Dança.
Dramaturgia: Diogo Granato, Juliano Coacci e Renato Alvarenga
Direção: Diogo Granato
Elenco: Carolina Höfs; Juliano Coacci; e Renato Alvarenga
Direção musical, sonoplastia e música ao vivo: Rafael Leporace Farret
Direção de arte: Maíra Carvalho
Concepção de luz e operação: Ana Quintas
Arte gráfica: Jana Ferreira
Assessoria de imprensa: Território Assessoria de Comunicação
Produção executiva: Guinada Produções
Direção de produção: Guilherme Angelim e Mateus de Medeiros
DURAÇÃO: 60 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos
24 de agosto, 20h e 25 de agosto, 19h
Teatro Galpão – Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul
Fonte: Objeto Sim
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