
A diversidade e a riqueza do Patrimônio Cultural brasileiro é um universo peculiar que profissionais e alunos da educação pública do Distrito Federal estão desbravando juntos, a partir de ações executadas pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Dentre as atividades que conta com a cooperação do Iphan-DF está o apoio à formação e capacitação de educadores no curso Educação Ambiental e Patrimonial – “Relações na prática pedagógica” que acontecerá ao longo do primeiro semestre, e para o qual contribuem, também, técnicos das Secretarias da Educação, Meio Ambiente e Cultura do DF e do Instituto Brasilia Ambiental (Ibram).
No dia 7 de fevereiro, os professores foram recepcionados na sede do Instituto em Brasília pela arqueóloga do Iphan, Margareth Souza, que falou dos estudos já realizados na área da arqueologia do Distrito Federal. Para a professora Ana Paula Bernardes o curso de patrimônio cultural traz um aprendizado importante que deve ser transmitido às crianças para a educação pratrimonial seja iniciada desde cedo. “Como se pode fazer a preservação daquilo que não se conhece? É fundamental fazer um trabalho conjunto desde cedo junto às crianças para perpetuar a preservação da nossa história, memória e identidade”, afirmou.
De acordo com o governo do Distrito Federal, o público-alvo são professores da rede pública de ensino que atuam ou atuarão na Escola da Natureza, no Projeto Parque Educador e no Projeto Territórios Culturais. A previsão é formar, aproximadamente, 25 professores. O aprofundamento na temática terá sequência no dia 11 de fevereiro quando será apresentado o Panorama do Patrimônio Cultural pelo historiador e técnico no Iphan Thiago Perpétuo, que falará sobre a história da preservação do patrimônio cultural no mundo e no Brasil, apontando como o tema da preservação no Distrito Federal se confunde com a história da própria cidade.
Parceria pelo Patrimônio Cultural
Desenvolvidas junto com o poder público local, as ações do Instituto na área da educação patrimonial têm obtido resultados benéficos para todos os envolvidos. Em 2015, foi lançado pelo Iphan o primeiro livro paradidático sobre tombamento do Conjunto Urbanístico da capital federal, Gabriel em Brasília, a cidade com asas. A publicação destinada ao público infanto-juvenil resultou na elaboração de uma cartilha para aplicação do livro em sala de aula.
No Distrito Federal, dede 2016, o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural – comemorado em 17 de agosto – integra oficialmente o calendário escolar. Neste mesmo ano, a Portaria nº 265 instituiu a Política de Educação Patrimonial da Secretaria de Educação.
Em 2017, a coordenadora de Educação Patrimonial do Iphan, Sonia Rampim Florêncio, ministrou para educadores oficina sobre os inventários participativos, projeto em construção. Em 2018, foi lançado o livro Athos, Colorindo Brasília sendo o primeiro da Coleção Patrimônio para Jovens, iniciativa da Superintendência do Iphan no Distrito Federal em parceria com a Secretaria de Educação. Ao todo, serão 10 volumes que focará na história dos aspectos do Patrimônio Cultural de Brasília e terá pioneiros e detentores culturais de diversas Regiões Administrativas do Distrito Federal como condutores das narrativas.
E para dar sequência nas ações, está sendo finalizado um Termo de Cooperação Técnica a ser assinado em breve pelas partes, que prevê, por exemplo, o apoio à implementação das Casas de Memória e Patrimônio no Distrito Federal.
Fonte: IPHAN